Um novo relatório confirmou a crescente popularidade dos livros em papel em relação aos leitores eletrónicos – especialmente nas férias, altura em que o papel é o companheiro ideal.
Então, como foram as tuas férias? Foste a algum sítio giro? Houve muito sol? Espero que tenhas conseguido tirar umas férias de verão e que agora estejas a lidar com a enxurrada de perguntas sobre as tuas férias. Mas, embora seja provável que te façam muitas perguntas sobre o destino e o tempo, não te vão perguntar muito sobre o que leste.
Para muitas pessoas, a oportunidade de se sentarem a ler um livro à beira da piscina, na praia ou no parque de campismo é um dos prazeres das férias de verão. Horas de tempo livre, sem interrupções de e-mails, chamadas, mensagens ou alertas, são a receita ideal para o relaxamento e o momento perfeito para pôr em dia a leitura não relacionada com o trabalho.
Mas, embora o que lês não seja, francamente, da nossa conta, recostaste-te na espreguiçadeira com um livro em papel ou com um leitor eletrónico? Se foste folheando sem pressa um livro em papel, então fazes parte da maioria global de leitores que prefere o papel ao formato digital.
Livros para a praia
Um novo estudo da Stora Enso revelou que 65% das pessoas em todo o mundo preferem ler livros em papel, em comparação com 21% que preferem os livros eletrónicos — o que representa mais do triplo do número de pessoas.
Após terem realizado um inquérito a 2 400 leitores de todas as idades no Reino Unido, França, Alemanha e nos EUA, os fabricantes internacionais de papel descobriram que os franceses demonstraram a maior preferência pelos livros em papel, tendo a maioria dos inquiridos afirmado que prefere ler para desfrutar de momentos de qualidade a sós.
“Estes resultados confirmaram as nossas expectativas de que o mercado dos livros em papel deverá manter-se forte,» afirmou Jonathan Bakewell, vice-presidente e diretor do segmento de papel para escritório e livros da Stora Enso. «As pessoas começaram a redescobrir a leitura, em parte devido à pandemia, durante a qual muitas ficaram coladas aos ecrãs o dia inteiro por causa do trabalho ou da escola e, depois, não queriam levá-los para o sofá quando chegava a hora de relaxar.”
É precisamente esta desconexão que parece estar na origem da popularidade contínua dos livros em papel, sendo que o aspeto e o toque do objeto físico contribuem para a experiência de leitura. Alguns inquiridos do inquérito da Stora Enso chegaram mesmo a referir o cheiro de um livro físico como algo capaz de evocar memórias agradáveis.
Mas quando se pensa no ambiente da praia ou à beira da piscina, fica claro que os livros físicos levam vantagem sobre a sua versão digital. Seja pela facilidade de leitura sob a luz solar intensa, pela ausência de preocupações com o facto de ficarem cobertos de areia ou por não ser preciso preocupar-se com a autonomia da bateria, os livros em papel são o companheiro ideal para as férias.
Histórias Sustentáveis
Uma das outras grandes vantagens do formato impresso, na opinião dos leitores de livros, é a sua sustentabilidade e a importante contribuição para a economia circular. A Stora Enso revelou que 42% dos leitores afirmaram que gostam de guardar os livros depois de os terminarem de ler, enquanto 26% os emprestam ou doam. Outros 26% vendem os seus livros e os restantes 5% reciclam-nos.
Foi então colocada a questão de saber se os inquiridos estariam dispostos a pagar mais por livros neutros em carbono, e uma maioria esmagadora respondeu que sim, com 61% a afirmar que estariam dispostos a pagar, em média, 5,7% a mais do que o preço de retalho. Dado o excelente historial da indústria do papel na redução das emissões de carbono e na compensação de quaisquer emissões remanescentes, esta destaca-se claramente dos meios digitais no que diz respeito à sustentabilidade.
Por isso, da próxima vez que estiveres sentado na praia ou à beira da piscina, olha à tua volta. É provável que a maioria dos outros turistas esteja absorta na leitura de um livro em papel, contribuindo para a sustentabilidade, uma página de cada vez.
Para saber mais sobre o relatório da Stora Enso, visite www.storaenso.com

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